"Jornada das Toupeiras", Coleção de Poesia Antiga de Belobog
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Peregrinação ao Norte do Campo Nevado
Certa vez olhei para o pico nevado No prólogo, não havia fluir para o riacho congelado Mas olhos de outrem surgiram na noite de céu estrelado Nuvens encobriam as pedras no povoado E o Âmbar, aos olhos dos viajantes, tinha seu passado revelado A jornada de meu coração É minha alma em peregrinação Certa vez olhei para o pico nevado Nos dias em que bóreas pedia emprestado o canto de minha voz A terra e os pássaros caíam num silêncio atroz Verás que o dorso do mundo se revela nos depósitos de minério Acima das estrelas e sob a fogueira que arde em tom cinéreo Memórias são forjadas pelo ferreiro que lhes dá nome Adquirindo significado pelo fogo que tudo consome Eu cavo tocas e você constrói muros Eu cavo tocas e você constrói muros E um dia muros vão cair E um dia lágrimas vão cair O fim está gravado em um lugar distante Aguardando o fim deste poema relutante Até que os olhos dos picos enevoados não mais consigam ver Ou as flores junto às gotas de orvalho venham a perecer
