Notas de Aula: Hipótese sobre a Evolução das Imagenae (Trecho)
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Notas de Aula: Hipótese sobre a Evolução das Imagenae (Trecho)
"Quer saber por que eu comecei a estudar os Imagenae? Tudo começou quando eu xinguei de várias gerações do meu colega de carteira Patinho." — Dr. Soda "Sobre a Hipótese de Formação e Evolução dos Imagenae", esse foi o primeiro tema de palestra que me veio à mente quando me convidaram de volta ao Academia Graphia. Era a minha redação de verão da terceira série, e desde então formei um vínculo inseparável com a ciência. Devido às turbulências das Eras Terrabrasa e das Telas, a história evolutiva dos Imagenae perdeu-se no tempo, porém, com base na mitologia e na estrutura fisiológica dos Imagenae, ainda podemos entrever alguns de seus segredos mais antigos. A Hipótese do Autômato Celular Dentro da Guilda de Intelectuais, a hipótese dominante é a do autômato celular. Na era anterior à criação dos Imagenae por Graphia, tudo em Planarcadia adquiria vida sempre que a Lua Fantasma ficava cheia, juntando-se à celebração durante os Jogos da Lua Fantasma. Durante esse período, a Lua Fantasma ativa o Imaginouro da humanidade, que, em rigor, é a energia impulsionada pelo Caminho da Euforia. Essa energia infunde a matéria ao seu redor. o impulso primário inerente ao Imaginouro então fornece padrões de comportamento a essa matéria, seja ela discreta ou agregada. A partir dessa tríade, energia, matéria e padrões comportamentais, surgem máquinas vivas reguladas, conhecidas como "seres estranhos". De plantas a eletrodomésticos, qualquer matéria infundida por Imaginouro pode ganhar vida. Sem inteligência suficiente, eles se reúnem por puro instinto e se dispersam ao atingir um certo limiar, muito semelhantes às Poeirinhas modernas. Por isso, eles tendem a permanecer em fases primitivas de vida, repetindo um ciclo em que avançam da simplicidade à complexidade, apenas para colapsarem novamente em padrões elementares. Só com a invenção da tecnologia de imagênese por Graphia é que o dilema da formação de estruturas complexas nos Imagenae naturais foi enfim superado. Ao conceber artificialmente suas formas e infundi-las com um pulso narrativo, esses Imagenae passam a possuir um esqueleto sólido, capaz de sustentar enormes quantidades de substância e energia. Esses padrões comportamentais complexos e essa estrutura fundamental criam, por sua vez, as condições necessárias para o surgimento da inteligência, dando origem aos Imagenae tal como os conhecemos hoje. Hipótese do Espírito-Osso-Carne A Hipótese do Espírito–Osso–Carne apresenta uma perspectiva nitidamente Ator Enlutado, e embora compartilhe muitos pontos em comum com a teoria anterior, nela o efeito caótico da natureza desempenha um papel muito mais significativo. Esta hipótese postula que toda a vida senciente é formada por três componentes: alma, osso e carne. A alma é a consciência, a energia, o Imaginouro que permeia Planarcadia. O osso é a estrutura, a essência de todas as coisas, o conceito da própria existência. A carne é o sangue e o tecido, o contorno, o vaso físico e a aparência exterior que carregam a vida. Esses três elementos podem surgir e persistir de forma independente dentro do mundo natural. A antiga Planarcadia era como um massivo caldo primordial. A chegada dos humanos e a ascensão da Lua Fantasma atuaram como estímulos abundantes, somados a diversos impulsos, levando as substâncias a evoluírem do inconsciente para a consciência, com formas estáveis enfim se consolidando por meio da seleção natural. Que os Imagenae adquirissem inteligência era quase inevitável, de modo que tudo o que Oui fez foi revelar o método para replicar seu processo de formação. Hipótese do Bolo Divino A Escola Estruturalista da Panificação afirma que, com base em fragmentos da obra perdida "O Compêndio Ultra-Cósmico da Panificação", o protótipo dos Imagenae teve origem em um bolo assado por Aha quando ELES estavam famintos e sendo caçados por outros Aeons durante o Desastre do Enxame. A divindade usou detritos de uma batalha divina (presumivelmente biomatéria deixada quando a Propagação e outro Aeon puxaram o cabelo um do outro) como ovos, açúcar roubado do Fim do Mundo como tempero e, por fim, arrancou uma folha de Yaoshi para substituir a farinha, criando assim o perfeito Bolo de Deus. (Nota: alguns eruditos veem nisso uma prova da existência de Yaoshi durante o Desastre do Enxame, mas a Escola da Panificação Estruturalista geralmente sustenta que se trata de um erro textual e dedica-se a restaurar a verdadeira "farinha".) Por muitos anos depois disso, Aha sentiu uma saudade profunda daquele sabor. A divindade procurou inúmeros ingredientes para recriar o melhor bolo do universo. Esses materiais foram se acumulando como materiais de construção ao lado de Qlipoth, até que, por fim, deu origem a Planarcadia. A divindade então construiu um forno gigantesco para aquecer o bolo — uma ferramenta que mais tarde ficaria conhecida como a Lua Fantasma. Diz-se que lágrimas de alegria escorreu de Aha quando a divindade finalmente conseguiu refazer o Bolo de Deus, usando uma xícara de gasolina, duas raças e três limeriques. Com o passar do tempo, incontáveis chefs reuniram-se aqui para aprender com Aha. Milênios depois, uma mestra padeira finalmente recriou o Bolo de Deus usando solo, tinta e histórias baseadas no Milagre. Assim, ela os nomeou Imagenae. E seu nome era Graphia.
